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Mercado da soja fecha semana com ajustes regionais

No Rio Grande do Sul, não houve divulgação de novos dados


No Rio Grande do Sul, não houve divulgação de novos dados No Rio Grande do Sul, não houve divulgação de novos dados - Foto: Divulgação

O mercado da soja encerrou a semana com dinâmicas distintas entre os principais estados produtores, refletindo diferenças no ritmo de colheita, capacidade de armazenagem e condições logísticas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi marcado por valorização pontual no Sul, gargalos operacionais no Centro-Oeste e cautela na comercialização.

No Rio Grande do Sul, não houve divulgação de novos dados técnicos por parte da Emater/RS, mantendo o mercado sem atualizações oficiais sobre avanço da colheita ou armazenagem. No físico, o produtor segurou vendas à espera do fechamento em Chicago, postura típica de final de semana. A colheita ainda incipiente e a folga nos armazéns mantêm o estado em compasso de espera. Em Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa, a saca foi cotada a R$ 118,00, alta de 0,85%. No porto de Rio Grande, R$ 130,00, avanço de 0,78%.

Em Santa Catarina, a semana terminou lateralizada e sem novas informações institucionais. A estabilidade reflete o foco no abastecimento das agroindústrias de proteína animal. No porto de São Francisco, a saca fechou em R$ 129,00, queda de 0,77%.

O Paraná enfrentou forte pressão logística, com filas superiores a 15 quilômetros no acesso ao Porto de Paranaguá e cooperativas com capacidade esgotada, levando produtores ao uso de silo bolsa. A oferta elevada e o frete mais caro pressionaram as cotações. No interior, o indicador ficou em R$ 119,50, recuo de 0,25%, e no porto em R$ 125,50, baixa de 0,31%. Cascavel registrou R$ 113,00, queda de 2,59%.

No Mato Grosso do Sul, a colheita alcança 6,2% da área, atraso de 11 pontos percentuais ante o ciclo anterior. A confirmação de 68 ocorrências de ferrugem asiática amplia custos e reforça a cautela nas vendas. Em Dourados, R$ 111,00. Em Campo Grande, R$ 110,00.

Já o Mato Grosso lidera a colheita, com 46,8% da área colhida. O volume concentrado pressiona armazenagem e logística, elevando custos de frete. Em Campo Verde, a saca foi negociada a R$ 105,60, enquanto em Sorriso ficou em R$ 100,70.
 

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